semantic mashup

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O som das cenas.

para rir… e ouvir….

Nem tudo pode ter uma apresentação tão arrebatadora como Mihaela, Mihaela, Vlade e Florin, que formaram, em 1994, o conjunto musical romeno Class.

Tão diferentes de Method (metal) e Property (metal) e Prototype (what else!?,… sure… é à mão cheia!).

Aggregation?, psychedelic 60s “Mind Odyssey”, Delegation? r&b 70s “The Promise of Love”, Inheritance rock, 90s. “Dreams Breaking on the Shore”. Override? mid-90s jungle, “Consume and Destroy”.

Mas quem diria que Database (ON TOUR) existe, mas:

we don’t have a description for this artist yet, care to help?

Até porque Table (ON TOUR) é um lo-fi indie trio de Chicago, Column um electronic duo de Copenhaga, Entity, .. argh… , Procedure… argh!?.. Trigger?!

E Thread? uma banda grunge de Seattle, anos 90:

They were a local band and never made it out of Seattle.

Sorry, dudes.

Package? ska originário de Mulhouse, France. Framework? 90s hardcore de Syracuse, NY., Instance? blues rock do Oregon e Process, … ui…

There are at least 5 artists/groups with the name Process.

Não pode ser boa coisa.

Enfim, assuntos tão diversos e divertidos como Idiom, Architecture, Debug,

Compile, Callback, Hook (ON TOUR), Crash, Query, Superclass, Template, Handler ou até mesmo um singelo Captcha.

Tudo demasiado óbvio, talvez, mas e então Multiple Replication?

E com um bocadinho de imaginação… (mais ainda?) … até mesmo uns quantos Design Patterns se podem ouvir.

Por mais investigação que se faça está tudo “à vista”.

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Flickr + Barrete Verde 2008

Quando há 10 anos atrás, em Bilbao, um larápio me roubou a última cãmera de rolo que tive, ele(a), roubou-me também a paixão pela fotografia. Fiquei anos a fio sem coragem de comprar uma máquina boa enão fiz uma transição regular do rolo para o digital, fiquei perdido num limbo de procrastinação e acabei por trair a relação que tinha com a fotografia.

Nunca quis ser um cromo a fotografar e nunca adquiri uma certa sensibilidade, que reconheço em amigos que tiram grandes fotos, mas que nem sei verdadeiramente definir. Mas sempre me diverti bastante com um aspecto particular da fotografia.

Trata-se da capacidade de coleccionar milhares de imagens de objectos, certamente uma reminiscência dos hábitos de puto dos cromos e das cadernetas. Algo que nunca deixei de fazer, nem mesmo limitado a 1600×1200. Tenho aqui 2500 fotografias de graffitis, stencils e outras peças de street-art, tudo fotografado em Lisboa e arredores. E outras tantas de lugares, automóveis antigos, janelas, portas, campainhas, tudo centrado e a 90º.

flickr-barrete-verde.jpg

Abri finalmente uma conta no flickr e ainda não sei se lá vou colocar estas colecções. Mas vou, pelo menos, tentar usar com as coisas novas. O flickr funciona muito bem e tem cenas engraçadas para um tipo como eu comsumir aquele impulso obsessivo, como os tags, sets e geo-referenciação.

barrete-verde-2008.jpg

Fui dar um passeio pela vila. Tudo calmo depois da noitada de ontem. Não há touros, não há vinho nem churrascada. Não há bêbedos, nem há feridos, nem ambulâncias. Apenas o cheiro de tudo isto e a vila a descansar. Logo há noite há mais.

the magic of the cups

ah!…

já ninguém dá nada por isto? que mundo que isto se está a tornar…

The magic of the hickups

Ultimamente, tenho desviado o escasso tempo que costumo dedicar à escrita para o aplicar na descoberta de novas leituras. Acto contínuo, isso preenche-me o espírito e adia ainda mais qualquer impulso de escrever.

Mas também sei que virá o momento, eu já sei como isto funciona, que iniciarei o processo contrário: suster o consumo para deixar falar o ruído de fundo, do qual emergem ideias e discursos que me exigem que lhes dê voz.

Nota1: haveria outras maneiras de dizer isto, claro.

Nota2: O que eu gosto mesmo é de uma boa conversa.

Sabemos que estamos a ficar velhos…

…quando chega a época em que somos finalmente mais velhos que todos os elementos do plantel.

inspirado por sabemos que somos…

ASP World Tour 2008 Indonesia Tiago Pires beats Kelly Slater

UPDATE: O Saca ficou nem mais nem menos do que em 3º lugar, eliminado nas meias pelo Patachia que lhe estava a dar muito forte. Fica para história, o único português a chegar ao WCT foi o primeiro surfista que a bater o Kelly Slater este ano.

YEAH! F*!”#!” WOW! INACREDITÁVEL

Nem mais… Heat histórico: Tiago Pires derrota Kelly Slater.

Par quem não sabe, Kelly Slater já ganhou o campeonato do mundo 8 (oito!) vezes. E não, não está velho…este ano já ganhou 4 das 6 provas e vai provavelmente ser campeão outra vez.

Mas hoje o nosso grande Tiago não lhe deu hipóteses.

O dia estava a ser dominado por heats mediocres devido à falta de vontade de cooperar por parte do mar, mas o heat Tiago Pires - Kelly Slater foi simplesmente genial, cheio de estratégia e com o Slater a dominar (quase) sempre a prioridade, logo desde que abriu o Heat com um 8.50 e se colocou lá fora a impedir o Tiago de escolher as melhores ondas.

Ao fim de 10 minutos, depois de três ondas muito fraquinhas do português, o Kelly dominava com 16 pontos, mas o Tiago sacou um bruto tubo numa onda muito difícil e tirou um 9.17, ficando-lhe a faltar “apenas” 7 e tal… desde que o Slater não melhorasse claro.

Voltaram para o jogo do gato e do rato, novamente com o Kelly Slater com prioridade e a impedir o Tiago de escolher ondas, mas!!! nos últimos segundos do Heat, o Tiago faz-se a uma onda que parecia ser boa e o Slater, claro, impede-o, usando a prioridade e dropando ele…

Tiago Pires elimina Kelly Slater

Acontece que a onda fecha brutalmente atrás do americano e logo na onda seguinte o Tiago entra e novo tubão… é um 8.60 e o Tiago Pires acaba de eliminar o campeão do mundo (oito vezes!).

Valeu a pena ficar até às 5:00 para ver tudo isto. Para ver um Heat dramático, para ver o Tiago eliminar o deus vivo do surf, para ver o Kelly dar-lhe os parabéns logo ali na àgua mesmo antes de sair a nota, para ver o Tiago dar a entrevista e mandar os beijinhos à mãe em português, tudo isto acompanhado pelos comentários em directo dos brasileiros, completamente histéricos com o feito do português.

Valeu cara..

…4 horas antes…

São agora 00:43 GMT e estou a ver a 6ª etapa do ASP World Tour 2008, live stream desde a Indonesia… Está a decorrer o 3º round e o Tiago Pires vai defrontar o Kelly Slater no Heat 8 daqui a cerca de 2 Horas…

ASP World Tour 2008 - Rip Curl Live

Lá está, isto é o que eu chamo usar a Internet para nos ligarmos melhor ao mundo. É raro e sabe mesmo bem.

Museu Efémero

Museu Efémero

A minha fé na web passa fundamentalmente pelo potencial de encurtar distâncias entre as pessoas, as ideias, os locais, enfim… tudo o que possa existir neste mundo e possa ter o potencial de nos enriquecer.

Mas estando tão permanentemente ligado, acontece que muitas vezes me perco (don’t we all?) dentro deste universo paralelo. Acontece que me esqueço que o valor acrescentado é directamente proporcional à força do link com a realidade, física, pálpavel.

Para visitar o Museu Efémero, só precisas de imprimir o mapa que te permitirá saber onde estão as obras que fazem parte do museu, fazer download do audioguia e já está.

Estás pronto para saíres com o teu leitor de mp3 e conhecer tudo sobre os artistas do primeiro museu de arte efémera do mundo.

Obrigado por me acordarem e me devolverem ao mundo dos meus “favoritos”.

Hat tip: Ramos, respect!

Tiago Pires no Rip Curl Pro Search

O Saca voltou a brilhar no ASP World Tour, passando a 1ª ronda em 1º lugar e assegurando um lugar na 3ª ronda, frente ao Kelly Slater.

Será que é desta vez que o Saca consegue passar ao Round 4? Tudo é possível. Mas certamente pouco provável porque o Kelly Slater é simplesmente o maior! E este ano volta a dominar o circuito tendo ganho 4 das 5 primeiras provas do ano. E de nada vale dizer que o Saca está em grande, com uma onda 9.67 no Round 1, a 6ª melhor onda da prova até agora. Lá está, o Kelly fez o único 10.

Melhores ondes ao fim de ronda e meia

Tudo pode acontecer… lembram-se do dia em que o Tiago fez um 10 (dez!) e perdeu? Mas será desta? O Tiago precisa de marcar pontos para ver se descola do fundo da tabela. Se ficar nos últimos 16 sai do WCT e terá que batalhar novamente no WQS para voltar a entrar.

A prova recomeça amanhã pelas 7:00 (hora local, meia-noite em Portugal). Faltam uns quantos Heats do Round 2 e o Kelly Slater-Tiago Pires é o 8º do Round 3…. noitada?

Nota: enquanto o país continua à espera que comece o campeonato nacional de futebol, ou a liga, ou a super liga, ou aliga betandwin, ou será sagres? whatever… enquanto isso, a Michelle Brito, a Naide Gomes, a Vanessa Fernandes, o João Garcia e muitos outros continuam a fazer história, a chegar onde nenhum outro português chegou.

tambores de lata no jardim (gulbenkian)

Foi ontem no anfiteatro ao ar livre da Gulbenkian. Já não ía a concerto sem guitarras há séculos. E acho que nunca tinha levado o puto mais velho a uma coisa assim.

Quando os tambores foram proibidos na ilha latino-americana de Trinidad pela administração britânica, no século XIX, a população negra reinventou o ritmo sob a forma de canas afinadas que se repercutiam contra o chão - os Tamboo Bamboo. Quando estes foram interditados, alegadamente devido a conflitos tribais, surgiram outros recursos a partir de detritos das latas e dos bidões de combustível usados nas bases militares da ilha durante a 2ª Guerra Mundial. Conta-se que a sua descoberta em 1939 se deveu a um pequeno percussionista de 12 anos, criador do primeiro bidão com notas - Steel Drum. Quando um amigo lhe devolveu uma lata, este notou que ela vinha amolgada. Com uma pedra, percutiu-a para a reparar. Só aí percebeu a extraordinária diversidade de sons que podia obter.

Dotados de um potencial sonoro extraordinário, muito rico e comunicativo, os tambores de lata unem uma vertente popular, mais explorada na música ao ar livre com grandes bandas, a uma vertente erudita, a partir das inúmeras obras que compositores contemporâneos têm dedicado a estes instrumentos.

O concerto foi muito bom… mesmo! (e tenho que abrir este parentsis para dizer: - ui, o efeito que tem em mim ver um concerto num cenário que está igual ao 1º dia em que lá fui.. num mundo de enterna mudança, também é bom existirem sítios assim na nossa vida.)

No palco. 7 músicos (dirigidos por um senhor chamado Miquel Bernat) a rodar entre mais de 30 kits de apenas percussões, mas capazes de tocar música contemporânea, abstracta, caribe, tribal, electrónica e até rock. Como é possível? Está na hora de ler os dois parágrafos anteriores. Ou ler mais na wikipedia, acerca do steelpan.

Eu já conhecia o instrumento. Mas nunca tinha “ouvisto” o steel drum, ou a lata em geral, ser usadas desta forma e fiquei banzado com a capacidade harmónica e melódica. Mas talvez nos sons mais pop não lhe ficasse mal um pouco mais de baixo.. estavam lá os barris de petróleo, com muita toniladade e bons graves, mas o tipo não “descolou” nem quando acompanhado pela bateria mais funk.

gulbenkian-grande-concerto-latas.jpg

Quem nunca ouvi, ou não sabe reconhecer este instrumento, pode navegar um pouco pelos resultados de “steel drums” do youtube. Encontrarão até o modo de fabrico e como afinar um steelpan.

Mas não encontrarão um concerto como o de ontem…

andrezero@log desde 24 de Julho

O tagline deste blog (na verdade o meu próprio tagline) mudou ontem, 24 de Julho e a palavra freelancer não mais figura no texto. O Web-developer, 1973, Alcochete passou agora, com grande entusiasmo, a fazer parte da equipa da log.

Acabo de trocar a louca vida de freelancer pela garantia de (pelo menos algumas) rotinas. Sendo assim, no dia em que pela segunda vez saio de casa à mesma hora para fazer novamente o mesmo percurso até ao mesmo destino, não esperava ser assaltado por uma súbita sensação de… Liberdade.

Ah! Terá sido por sair do metro para encontrar a agitação urbana do Cais do Sodré regada pela chuva? Terá sido isto? Ou aquilo?… Foram 3 minutos a caminhar junto à linha do comboio e a questionar as razões deste sentimento. Burro, que um momento assim não serve para ser questionado, antes disfrutado em plenitude.

Mas por outro lado, todas as questões pareciam ter uma resposta imediata, clara e lúcida. Sim liberdade: acima de tudo a liberdade de escolher, de poder pertencer a uma equipa, de partilhar uma missão, até mesmo de abraçar algumas rotinas e hábitos saudáveis.

Depois isto desvanece. O que é perfeitamente normal. Com os anos aprendemos a aceitar cada uma destas fases, adequando-nos em consciência a cada um dos patamares. Entusiasmo sem histeria, desencanto sem depressão e prontos para voltar ao ponto de partida sem lesões graves. Qualquer coisa como isso.

De repente sou acordado por uma magnífica visão. Não uma, não duas, mas sim 3 carruagens consecutivas totalmente cobertas de potente e descarado silver. Ora vejamos: 24 de Julho, ontem: aqui e agora. 24 de Julho!? Serendipity! Pára de pensar e disfruta, André.

24dejulho.jpg
Foto tirada hoje, 25 na Av. 24 de Julho.







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